O sono

A. Nepomuceno

Nas horas da noite se junto ao meu leito

Houveres acaso meu bem de chegar

Verás de repente que aspecto risonho

Que toma meu sonho se o vens bafejar

O anjo que ao sono preside tranqüilo

Ao anjo da terra não ceda o lugar

Mas deixe amoroso chegar-se ao meu leito

Unir-se ao meu peito, de amor ofegar

As notas que exalam as harpas celestes

Os gozos que os anjos só podem gozar

Talvez também frua se ao meu peito unida

Te encontro, ó querida, no meu acordar!