A cavalgada

H. Camêu

A lua banha a solitária estrada

Silêncio...

Mas além, confuso e brando

O som longínquo vem se aproximando

do galopar de estranha cavalgada.

São fidalgos que voltam da caçada

Vêm alegres, vêm rindo, vêm cantando.

E as trompas a soar vão agitando

O remanso da noite embalsamada.

E o bosque estala, move-se, estremece

Da cavalgada o estrépito quementa

Perde-se após no centro da montanha

E o silêncio outra vez soturno desce

E límpida, sem mácula alvacenta,

A lua, a estrada solitária banha.