Aquela moça
L. Freitas Branco
A moça que mora em frente
é uma moça indiferente,
não sei que mistério tem:
não chega nunca à janela,
ninguém olha para ela,
nem ela para ninguém.
Mas conta-se que a horas mortas,
fechadas todas as portas
da vizinhança, ela sai,
e ao cemitério chorosa
vai desfolhar uma rosa
por sobre a campa do pai.