Valsa romântica

O. de Lacerda

A tarde agoniza

Ao santo acalanto

Da noturna brisa.

E eu, que também morro,

Morro sem consolo,

Se não vens, Elisa!

Ai nem te humaniza

O pranto que tanto

Nas faces desliza

Do amante que pede

Suplicantemente

Teu amor, Elisa!

Ri, desdenha, pisa!

Meu canto, no entanto,

Mais te diviniza,

Mulher diferente,

Tão indiferente,

Desumana Elisa!