Os Dois Granadeiros

Walther Brand

Dois granadeiros marchavam de volta à França.

Eles haviam sido mantidos cativos na Rússia.

E, quando alcançaram as terras alemãs

Suas cabeças se inclinaram em desconsolo.

Pois ali eles souberam das tristes notícias:

A França havia sido derrotada,

Seu valente exército vencido e despedaçado,

E o Imperador, o Imperador capturado!

Os dois granadeiros então choraram juntos.

Quando escutaram essas tristes novas.

O primeiro disse: "Ah, que agonia,

Como arde minha velha ferida!"

O segundo disse: "Este é o fim;

Se apenas pudéssemos morrer juntos.

Mas eu tenho esposa e filho em casa,

Que pereceriam sem mim."

"Que me importa mulher e filho!

Meus desejos estão em coisas maiores;

Que eles mendiguem se não tiverem o que comer --

Meu Imperador, meu Imperador foi capturado!

"Cumpra, irmão, meu último desejo:

Se eu morrer agora,

Leve meu corpo com você para a França;

E me enterre em solo francês.

"Deite sobre meu coração

A Cruz de Valor com sua fita vermelha

Coloque meu mosquete em minha mão

E cinja minha espada ao meu lado.

"Então, como uma sentinela, repousarei

Em meu túmulo, ouvindo silenciosamente,

Até que eu escute o troar dos canhões,

O trote e relincho dos cavalos.

"Então meu Imperador cavalgará sobre minha tumba,

Espadas tilintarão e faiscarão;

E, armado, alçarei da sepultura

E defenderei meu Imperador, meu Imperador!"