O Laço
Wolfgang Amadeus Mozart
Constanze:
Marido querido, onde está o lacinho?
Mozart:
Ali no quarto, brilha em todo seu esplendor.
Constanze:
Mostre-me.
Mozart:
Sim, sim, já vou,
Já estou aqui.
Jacquin:
Que diabos estão procurando,
Um pedaço de pano ou um doce?
Mozart:
Já encontrou?
Constanze:
Sim, alguma porcaria.
Mozart:
Bom, bom...
Jacquin:
Isso já está indo muito longe!
Meus caros, posso perguntar
O que é que estão procurando tanto?
Constanze, Mozart:
Experimente! Experimente!
Jacquin:
Que nojo!
Sou tão boa pessoa,
Que vocês querem se aproveitar de mim!
Constanze, Mozart:
Ora, vamos!
Jacquin:
Nada disso.
Vejam, aposto que posso ajudar,
Pois sou um verdadeiro vienense.
Hah, hah, hah,...!
Constanze, Mozart:
Nosso conterrâneo?
Então não é necessário
esconder nada,
Tenha paciência!
Jacquin:
Sim, sim, já entendi.
Então -- escutem bem isso.
Escutem bem,
Pois senão, os dois
que se danem.
Constanze, Mozart:
Companheiro, estamos procurando o belo laço.
Jacquin:
O laço? -- Hah!
Bom, está aqui na minha mão.
Constanze, Mozart:
Querido amigo,
Ser-lhe-emos eternamente gratos!
Jacquin:
Chega! Não tenho mais tempo.
Já é tarde e tenho que ir para muito longe.
Constanze, Mozart, Jacquin:
Que deleite, que felicidade,
Viver em amor e amizade,
E temos o belo laço!
Sim, temos. Temos, sim!