Moda da solidão-solitude

E. Katunda

... de árvores indevassáveis

de alma escura sem pássaros

Sem fonte matutina

Chão tramado de saudades

À eterna espera da brisa,

Sem carinhos... como me alegrarei?

Na solidão solitude

Na solidão entrei.

Era uma esperança alada,

Não foi hoje mas será amanhã,

Há de ter algum caminho

Raio de sol promessa olhar

As noites graves do amor

O luar a aurora o amor... que sei!

Na solidão solitude

Na solidão entrei

Na solidão perdi-me

O agouro chegou. Estoura

No coração devastado

O riso da mãe-da-lua,

Não tive um dia! uma ilusão não tive!

Ternuras que não me viestes

Beijos que não me esperastes

Ombros de amigos fiéis

Nem uma flor apanhei.

Na solidão solitude

Na solidão entrei

Na solidão perdi-me,

Nunca me alegrarei.