Seranata
F. Gonzaga
Coro
Prateia a serra,
Tudo prateia
O luar branco
De minha aldeia,
(bis)
Solo
Em minha terra,
Quando a lua sobe a serra
A saudade se descerra
Dos confins do coração.
A natureza
Fica muda, Fica presa
Enlevada na beleza
Do luar do meu sertão!
Coro
Prateia a serra,
Tudo prateia
O luar branco
De minha aldeia,
(bis)
Solo
Pela calada
D'uma noite enluarada,
O magote da boiada
Fica olhando para o céu
Se o vaqueiro
Vem subindo pelo outeiro,
Vendo a lua, sorrateiro,
Ergue a mão, tira o chapéu.
Coro
Prateia a serra,
Tudo prateia
O luar branco
De minha aldeia,
(bis)
Solo
Lá na campina,
Quando a lua se reclina,
Geme a pomba, a sururina,
Canta e geme o pecoá…
Nas bananeiras
Cantam as rolas cantadeiras,
Lá no topo das palmeiras
Assobia o sabiá…
Coro
Prateia a serra,
Tudo prateia
O luar branco
De minha aldeia,
(bis)
Solo
Em minha aldeia,
Quando brilha a lua cheia,
A matuta sapateia
No requebro do baião
E ao som do pinho
Da viola e cavaquinho,
Tudo baila à luz do linho
Do luar do meu sertão.
Coro
Prateia a serra,
Tudo prateia
O luar branco
De minha aldeia.
(bis)