Engenho novo

H. Braga

Engenho novo, Engenho novo, Engenho novo

bota a roda p'rá rodá.

(Bis)

Eu quero sê do norte de Santa Luzia

por parte cavaleria foguete pa-ra-pa-pá

couro de luxo meu nego sola vaqueta

bota a pipa na carreta deixa a nega rebolar.

Engenho novo, Engenho novo, Engenho novo

bota a roda p'rá rodá.

(Bis)

Que disgracera fizera aquela canaia

aquele povo da talaia danadinho p'rá falá

a caixa veia tinha mais de mile rombo

nego danado no bombo tinha um pé de japuá.

Engenho novo, Engenho novo, Engenho novo

bota a roda p'rá rodá.

(Bis)

Amarra as carça bota as camisa p'rá dentro

tá cum medo do sargento da guarda municipá

sordado preto que toca calarineta

quero vê tocá corneta na frente do generá.

Engenho novo, Engenho novo, Engenho novo

bota a roda p'rá rodá.

(Bis)

Eu dei um beijo no cangote d'uma moça

O cheiro quase me mata desmaiei caí no chão.

Fui carregado por arguém que teve pena

P'rá casa d'uma morena branquinha qui nem carvão.

Engenho novo, Engenho novo, Engenho novo

bota a roda p'rá rodá.

(Bis)

Qia Marica que é muito faladeira

Diz mal de todo mundo sem dó nem compaixão

Inda outro dia ela estrepouci toda

apanhou de nhá Maroca um valente safanão.