Primeiro motivo da rosa
de Almeida Prado
Vejo-te em seda e nácar,
E tão de orvalho trêmula,
Que penso ver, efêmera,
Toda a belza em lágrimas
Por ser bela e ser frágil.
Meus olos te ofereço:
Espelho para a face
Que terás, no meu verso,
Quando, depois, que passes,
Jamais ninguém te esqueça.
Então, de seda e nácar,
Toda de orvalho trêmula,
Será eterna. E efêmero,
O rosto teu, nas lágrimas
Do teu orvalho... E frágil.