Pallido Christo
L. Freitas Branco
Pallido Christo, ó conductor divino!
A custo agora a tua mão tão doce
Incerta nos conduz, como se fosse
Teu grande coração perdendo o tino…
A palavra sagrada do destino
Na bocca dos oraculos seccou-se;
E a luz da
sarça-ardente
dissipou-se
Ante os olhos do vago peregrino!
Ante os olhos dos homens — porque o mundo
Desprendido rolou das mãos de Deus,
Como uma cruz das mãos d'um moribundo!
Porque já se não lê Seu nome escrito
Entre os astros — e os astros, como atheus,
Já não querem mais lei que o infinito!