Pois que os deuses antigos e os antigos
L. Freitas Branco
Pois que os deuses antigos e os antigos
Divinos sonhos por esse ar se somem...
E á luz do altar-da-fé, em Templo ou Dolmen,
A apagaram os ventos inimigos...
Pois que o Sinay se enubla, e os seus pascigos,
Seccos á mingua d'agua, se consomem...
E os prophetas d'outr'ora todos dormem,
Esquecidos, em terra sem abrigos...
Pois que o céo se fechou, e já não desce
Na escada de Jacob (na de Jesus!)
Um só anjo que aceite a nossa prece...
É que o lirio da Fé já não renasce:
Deus tapou com a mão a sua luz,
E ante os homens velou a sua face!